O Sporting partiu para a Ucrânia
com um resultado perigoso, apesar de ter vencido em casa , um golo sofrido nos
descontos relançou a eliminatória e levantou a moral à equipa ucraniana.
Esperava-se hoje um Sporting pragmático, à espera do adversário e apostado em
resolver a eliminatória em lances de contra-ataque, sendo que a profundidade
dada por Capel e João Pereira seria essencial no desfecho da partida. O
Metalist desde cedo que impôs o ritmo que quis no jogo, apesar de não incomodar
verdadeiramente o Sporting. Aproveitando o espaço entre os centrais e o trinco,
principalmente Taison criou várias jogadas de perigo, sendo que numa delas
apenas Patrício conseguiu evitar um golo praticamente feito. A toada não mudou,
um Sporting desligado (com claras dificuldades em pegar no jogo e circular a
bola, insistindo nas bolas no espaço para Wolfswinkel) contra um Metalist com
ideias insuficientes para incomodar os leões. Contudo, no final da 1ª parte,
após um excelente centro de Capel, Wolfswinkel enganou o central adversário e cabeceou
com mestria para o fundo das redes, num golo à Jardel! Na segunda parte os
ucranianos bem tentaram mas, para além do penalty (mal assinalado) e do golo
(clara falha defensiva) não mereciam sair da eliminatória de outra forma. O
Sporting qualifica-se mais uma vez com sofrimento (ainda que tenha sido menor
desta vez), está nas meias-finais e irá encontrar o Bilbao, comandado (na minha
opinião) por um treinador de TOP 5 mundial.
Sinal +
MVP: Rui Patrício _ tem sido
enorme ao longo da temporada, e se o Sporting ainda está na Liga Europa tudo
deve ao seu guardião. Hoje voltou a salvar a equipa por várias vezes, o penalty
que defende, tendo em conta o momento e a responsabilidade, só está ao alcance
de verdadeiros campeões. Queres um milhão de ordenado? Só?
André Martins _ era o mais jovem
em campo, mas a forma como assumia o jogo, preenchia os espaços e transportava
a bola para a frente foi digna de um jogador de Top. Tentou a meia distância
mas não foi feliz. Acabou substituído numa altura em que o Sporting só
defendia, mas podia ter sido útil nas transições no final da partida. Aquela camisola
28 parece estar mesmo destinada a grandes jogadores (Moutinho é um grande
jogador, apesar de tudo).
Wolfswinkel _ correu em prol da
equipa e na única oportunidade que teve marcou, “à goleador”! Às vezes parece
um pouco trapalhão (tem grandes dificuldades em depois de receber manter a bola
jogável) e lento, mas o que se pede a um avançado é que marque, e nisso
cumpriu.
Sinal –
Polga/Xandão _ erraram várias
vezes e podiam ter comprometido a passagem às meias. Ainda que tenha sido por
um erro de Polga, no golo dos ucranianos Xandão estava completamente
desconcentrado, tendo dado todo o espaço do mundo ao marcador do golo. Apesar
de tudo, em grandes períodos do jogo estiveram bem em não dar espaço para virar
aos avançados, tendo Xandão um melhor desempenho que o seu colega de sector,
algo que já vai sendo habitual. De realçar a capacidade em sair a jogar de
Xandão.
Izmailov _ passou completamente
ao logo do jogo. O relvado não ajudou a mostrar o seu futebol (essencialmente
técnico), falhou passes fáceis e raramente ofereceu soluções ofensivas. Algo
desgastado.
Renato Neto _ entrou desorientado
e logo para marcar o melhor jogador adversário (tem de aprender a fazer faltas
úteis). Foi fundamental nos últimos minutos da partida, Sá Pinto mandou-o
acompanhar Devic (um jogador de grande mobilidade), acabando por anulá-lo
completamente.